Falar da atuação profissional feminina, especialmente no mercado imobiliário, é contar a história de conquista de um importante espaço, até certo tempo ocupado por homens. Para se ter uma ideia, até 1958, as mulheres eram proibidas de atuar como corretoras, uma regra imposta pelo artigo 37 do Código Comercial Brasileiro (Lei nº 556, de 25 de junho de 1850). Após a revogação do artigo é que as mulheres puderam começar a exercer a profissão no Brasil.
A força feminina é indispensável para a área, que é considerada um dos principais setores, já que o desempenho da construção civil representa um significativo termômetro da economia. Além disso, a luta das mulheres pela conquista de espaço no mercado de trabalho, em todas as áreas, é, de certa forma, recente e tem mostrado bons resultado. No setor imobiliário, o avanço da participação das mulheres já é visível.
Uma pesquisa, feita pelo Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci) sobre os corretores de imóveis brasileiros, mostra que, do começo dos anos 2000 para cá, o número de mulheres aumentou em incríveis 144%. A Federação Nacional de Corretores de Imóveis (Fenaci) estima que o sexo feminino ocupe, hoje, mais de 40% das vagas dessa profissão.
O estudo da Cofeci mostra, também, que esse aumento não se limita ao exercício dessa profissão. Além de atuar no setor administrativo, na corretagem, captação, gerência e como proprietárias, também temos atuado de maneira crescente em entidades voltadas à defesa da categoria, como em associações e sindicatos.
Diante de tantos números positivos, que reforçam a democratização do acesso feminino ao mercado imobiliário, é importante também reforçar como algumas características, próprias do sexo feminino, como, por exemplo, mais atenção aos detalhes, podem interferir, positivamente, nos processos de captação, vendas, aluguéis e negociação de imóveis.
Desafios das mulheres corretoras
Além das atribuições diárias que todos os profissionais do ramo de imóveis precisam cumprir, as mulheres corretoras ainda enfrentam desafios extras em sua jornada. Elas têm que lidar com machismo e preconceito. Além das dificuldades de intercalar a vida pessoal com a carreira.
